Formada em Psicologia (2008) e Filosofia (2015) pela UFES, é também Mestre em Psicologia (2011) pela UFES e Psicanalista. CONSULTÓRIOS de PSICOLOGIA e PSICANÁLISE Psicóloga Glenda Almeida Pratti CRP 16/2363 - Sedes em SERRA (Feu Rosa) e em VITÓRIA (Santa Lúcia) ES - Atendimento Clínico à Crianças, Adolescentes, Adultos e Idosos - Acompanhamento e orientação familiar - Sessões Individuais e Grupos Terapêuticos - E-mail: glendapratti@gmail.com - Telefones: (27) 9818 0748 whatsApp
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segunda-feira, 9 de março de 2020
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
AUTOCUIDADO E ALIMENTAÇÃO
AUTOCUIDADO E ALIMENTAÇÃO
A relação que temos com a nossa alimentação revela muito do nosso modo de funcionamento na vida. Funcionamentos muitas vezes tóxicos, destrutivos, exagerados, expansivos, eufóricos, compulsivos, desequilibrados, restritivos, mecânicos, apáticos, tristes.
Algumas pessoas se relacionam com o alimento a partir das regras "dos outros"; em outras palavras, não se alimentam; apenas "colocam para dentro" o que julgam extremamente necessário para garantir sua sobrevivência. Há aqueles que vêem no alimento um jeito de se anestesiar das próprias angústias, medos e frustrações; outros, por sua vez, consideram a alimentação, assim como o sono ou as necessidades fisiologicas, um transtorno que toma o tempo que poderia ser utilizado em outras atividades como o trabalho. Essas pessoas "seguram" suas necessidades até o limite do suportável, mantendo assim, um processo diário de sofrimento ao próprio corpo. Já outros, em contrapartida, vêem na alimentação uma grande fonte de prazer, tanto que experimentam grande dificuldade em colocar um limite no propriocomportamento de comer.
O que há em comum entre todos esses exemplos é a dificuldade que essas pessoas possuem de se relacionar consigo mesmo, e consequentemente, de manifestar o autocuidado a partir do afeto voltado para si.
A respeito do sobrepeso, muitas vezes difunde-se uma "ideia de necessidade de controle" quando a questão muitas vezes é de dificuldade de contato/afeto:
Dificuldade de contato com o alimento propriamente dito; dificuldade de contato com a representação emocional que a alimentação assume na relação com o outro;
Dificuldade no contato com a demanda do outro; dificuldade de contato com as próprias demandas.
Assim, não é raro ouvir relato de pessoas que mesmo após dietas bem sucedidas ou realização de cirurgias bariátricas desenvolvam processos depressivos ou comportamento compulsivo em relação ao álcool ou outras substancias; como um sistema de substituição sintomática. Nesses casos, fica claro que a questão não era os maus hábitos alimentares, "relaxo" ou falta de controle; mas sim algo muito mais profundo.
Nesse sentido, a comida pode estar ocupando um lugar e função específicos na vida dessa pessoa, de modo que, promover o rompimento ou o deslocamento abrupto dessa relação pode ser extremamente grave e desorganizador do ponto de vista psicológico.
Por isso, antes da adesão a dietas radicais, intervenções invasivas para redução de peso, ou mesmo a culpabilizacao pelo insucesso na redução de medidas, faz- se importante, como uma demonstração de cuidado, atenção e gentileza com o próprio corpo e sentimentos, buscar um lugar onde a fala, os sentimentos, emoções envolvidos no processo de obtenção do sobrepeso possam ser acolhidos e compreendidos sem julgamentos.
Dificilmente conseguimos encontrar uma solução para um problema quando não compreendemos o contexto problemático que faz com que uma situação assuma esse lugar em nossa vida. Assim, compreender o nosso lugar na constituição e manutenção do problema o qual enfrentamos, é sempre o passo fundamental que leva a produção de um caminho no sentido da solução.
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@glendaalmeidapratt
Glenda Almeida Pratti
Psicóloga e Psicanalista
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quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Cada oficina, uma produção.
A partir de cada produção, se faz elaborações.
A partir de cada nova elaboração, a construção de novos modos de se estar na vida!
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Ajuda psicológica
Lute por você!
Se precisar de ajuda, conte comigo!
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Sofrimento Emocional
Não espere ultrapassar o limite.
Procure um profissional.
Ele poderá lhe ouvir de um modo diferenciado.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Quando procurar atendimento psicológico?
Por: Glenda Almeida Pratti
Durante muito tempo o atendimento psicológico foi estigmatizado como sendo “coisa para doido” ou “perda de tempo”. Hoje a situação já se mostra diferente e essa percepção tem sido modificada. Aos poucos as pessoas estão construindo o entendimento de que existem tipos diferenciados de atendimento psicológico que se destinam a cumprir fins específicos, tais como para avaliação de risco em algumas cirurgias, avaliação da capacitação para execução de algumas atividades, orientação vocacional dentre outros. Portanto, o atendimento clínico é uma das modalidades de atendimento e não a única, e mesmo assim, nem todo atendimento clínico está relacionado à “doença” ou “transtornos”.
Algumas pessoas procuram fazer acompanhamento psicológico por sentirem dificuldades ao lidar com algumas questões ou situações que estão vivenciando ou já vivenciaram; outras buscam atendimento como auxilio para a compreensão de sentimentos e sensações; há aquelas que procuram atendimento pela necessidade de expressar sentimentos, afetos e pensamentos; e por fim, há aqueles que procuram atendimento por orientação de outra pessoa tais como familiares, profissionais de outra área (médico, professor etc.) ou mesmo de instituições (trabalho, instituições educacionais).
Dessa forma, o suporte psicológico pode ser uma alternativa válida para ajudar a enfrentar ou a compreender algumas situações que trazem sofrimento, desconforto, angústia, ansiedade ou stress para aqueles que as vivenciam.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
O autismo
Por: Glenda Almeida Pratti
Talvez o leitor ao chegar a essa página tenha construído como expectativa de ler sobre algum tipo de definição, descrição de tratamento ou de causas para o transtorno. Lamento lhes informar que esse não é o objetivo desse texto!
Esse texto falará de várias coisas, dentre elas, de um certo olhar...
Um olhar que atravessa o horizonte, que embora tão perto fisicamente, sinaliza estar muito longe. Longe daqui, longe dali, longe de tudo. Mas que me surpreende, em às vezes está bem perto e profundo. Não é sempre e nem com tudo. Mas quando vem, toma conta de tudo o que há. Esse olhar é diferente e faz ter a certeza de que tem algo a ser dito.
Às vezes, esse olhar é quase que literalmente olhos nos olhos, é perto, bem pertinho. Contudo, na maioria das vezes é um olhar que parece olhar sem ver. Mas ele, só parece ser assim, pois o dono desse olhar, me pega pela mão e me leva onde ele quer. Quando não vou a esse lugar, ele me puxa, me empurra e me impõe o seu querer. É um querer que ele tenta fazer não parecer como seu, se faz como um querer que passa pelo meu querer; pois é a minha mão que ele faz abrir a porta e não a dele. Mas note: é uma porta que está ali, que ele vê e que acha que precisa ser aberta, ele sabe como, mas não consegue fazer por si mesmo, tem que fazer por Outro.
Esse olhar se fixa em mim, mas é rápido, bem rápido e que parece fugir quando chamo seu nome. Seu dono prefere continuar enfileirando seus carrinhos um a um repetidamente, a olhar para a direção da minha voz. Paro de chamar, começo a conversar com ele sobre as coisas da vida, sobre uma música que acho bonita, um capítulo da novela ou um acontecimento do dia que achei interessante, pergunto qual a sua opinião e no silencio, ofereço uma réplica dizendo minha opinião sobre o tema que eu estiver falando, sempre considerando que ali há uma pessoa que tem sentimentos, pensamentos e opiniões, e como tal, podemos dialogar. E assim continuamos sem cruzar nossos olhares. Eis que surge no meio da conversa, que num primeiro olhar mais parece um monólogo, um novo olhar; acompanhado de um virar de cabeça e uma expressão de surpresa (alguma coisa que falei chamou sua atenção!), abre a boca como se fosse dizer alguma coisa, chega a levantar seu tronco para cima e respirar fundo, no entanto, como num relance esse olhar de interesse e surpresa foge novamente, como se não pudesse se mostrar. Continua a enfileirar os carrinhos um a um.
Talvez esse olhar, perdido no horizonte, seja justamente uma dificuldade de se sustentar como uma pessoa que vê; como uma pessoa que quer ver o mundo mas que acha que por algum motivo não pode mostrar como vê o que vê. E uma coisa é certa: ele vê e muito bem e em alguns casos, até melhor que muita gente! Contudo, percebo que por algum motivo, seu olhar evita mostrar os efeitos que o mundo tem sobre ele enquanto um sujeito que vê, (e com isso não estou falando só da visão, mas também da audição do tato...).
Um olhar que parece literal: consegue apontar e identificar as coisas “do jeitinho que elas são”, que não dá espaço para a abstração e o equívoco. Parece que para as coisas serem reconhecidas e consideradas elas não podem ter sentidos mas sim significados. Como se as coisas não pudessem sair do seu padrão, ou em outras palavras, da sua função inicial. Mas... porque será que o dono desse olhar faz as coisas predominantemente na base do significado e tem dificuldade de construir os próprios sentidos na linguagem? Porque será que há pouco espaço para o equívoco, a dúvida, o erro e a mudança? Do que será que ele tem receio? Porque será que não pode mudar de caminho e percurso? Porque será que novos caminhos são tão evitados e parecem fazer tão mal aos donos desses olhares. Algumas vezes, o olhar distante no horizonte, se transforma em pavor, um pavor que parece revelar um medo do que pode acontecer se ele mudar e que talvez por isso, esse olhar tende a manter-se sempre no mesmo lugar.
A cada vez que ouço alguém dizer que esse olhar, distante no horizonte, não foi sempre assim, tenho mais certeza de que há algo nesse olhar que se perdeu mas que ainda pode ser recuperado.
Eu aposto nesse olhar que nem sempre é assim, perdido; que muda e nós sabemos disso e sabemos também que não muda para tudo nem para todos. Esse olhar de antes, continua ali, mas já não é tão frequente, embora ainda seja presente, às vezes esse olhar diferente acaba tornando-se algo já muito raro de se ver, mas que ainda pode ser visto, não sem esforço. È preciso construir um novo modo de olhar, para que então àquele olhar diferente possa se deixar perceber novamente.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Crianças também tem problemas
Por: Glenda Almeida Pratti
Com a volta às aulas, é comum ouvir que pais e responsáveis concentram suas preocupações em dois focos: na escolha da instituição onde suas crianças serão educadas e também, na compra do material escolar que será utilizado por elas. No entanto, pouco se ouve sobre a preocupação com implicações que os comportamentos e posturas de pais e responsáveis podem ter sobre os problemas que as crianças podem vir a apresentar durante o seu percurso educacional. Por isso é importante chamar atenção de como os adultos estão lidando com a fase posterior ao ingresso do aluno na escola, ou seja, com o cotidiano de suas crianças.
As dificuldades, desafios e conflitos não aparecem só na vida adulta, eles também aparecem ao longo do processo de desenvolvimento dos pequenos. A rotina infantil é cheia de desafios cuja ultrapassagem proporciona a preparação para a vida adulta. Para isso, é muito importante que as crianças tenham em casa um espaço de diálogo, interesse e escuta sobre suas atividades e rotina. Contudo, muitos pais não acreditam que crianças enfrentam problemas e dificuldades em seu cotidiano, pois nutrem uma crença de que a vida infantil é “simples”, e que dessa forma, os problemas da infância não se caracterizam como “problemas de verdade”. Esse tipo de crença direcionam os pais a adotarem, diante das dificuldades de seus filhos, posturas que ignoram ou negam a existência de questões e conflitos nessa fase. Posicionamentos desse tipo podem ter efeitos negativos no desenvolvimento da criança, tais como: insegurança e baixa autoestima - já que a criança pode interpretar que só ela tem problemas e que sua capacidade de lidar com eles é aquém a capacidade das outras crianças; isolamento familiar - aos poucos a criança perde a confiança que tem na família, deixa de contar sobre a sua rotina, omite eventos importantes de sua vida e pode, inclusive, mentir sobre seus fracassos e frustrações por temer recriminações de seus responsáveis.
Sendo assim, é importante lembrar que a compreensão e o apoio de pais e responsáveis tem papel fundamental na formação infantil. É na infância que as crianças experimentarão seus primeiros conflitos podendo assim construir e amadurecer recursos para lidar com os desafios, as dificuldades e frustrações tão comuns na vida do ser humano. Desse modo, faz-se necessário que pais ou responsáveis reflitam sobre como estão escutando suas crianças e o que estão fazendo com aquilo que ouvem. Pois, em muitos casos, são as próprias dinâmicas familiares que contribuem para o surgimento de questões psicológicas nas crianças.
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